terça-feira, 18 de novembro de 2014

Resumão - Concreto / Gesso-Argamassa


Obs: No caso de concreto simples, tirar a barra de aço.

1 – O QUE É CIMENTO?
R = É um aglomerante hidráulico obtido pela calcinação de rochas calcárias e outros ingredientes. (através da pulverização do clinquer).

2 – QUAL A FUNÇÃO DA PASTA DE CIMENTO?
R = É unir e envolver as partículas dos agregados graúdos (brita) e miúdos (areia).

3 – PORQUE DEVEMOS ADICIONAR AREIA E BRITA NA MISTURA PARA FAZER O CONCRETO? NÃO SERIA MELHOR PREENCHER UM PILAR SOMENTE COM PASTA DE CIMENTO?
R = A principal função dos agregados é preencher cerca de 75% do volume sem comprometer  a resistência.

4 – COMO É O PROCESSO DE FABRICAÇÃO DO CIMENTO?
R = Pedreira (mina de calcário) -> Explosão com dinamites -> pedaços grosseiros -> Transporte de caminhões (off-road) -> Britador primário -> Britador secundário -> Argila (farinha) -> Forno rotativo -> Sai o clinquer -> CIMENTO.

5 – EXPLIQUE O PROCESSO DE HIDRATAÇÃO DO CIMENTO PORTLAND?
R= Os compostos C3s e C2s (silicatos trieolicálcicos) ao entrar em contato com a água dão origem a estruturas C-5-H.

6 – QUAIS OS TIPOS DE CIMENTO?

R=
CP – 1 = Comum
CP – IS = Comum + Adição
CP II – E = CP composto com Escória
CP II – Z = CP composto com Pozolana
CP II – F = CP composto com Filler
CP III = CP de alto forno
CP IV = CP de Pozolana
CP V – ARI = CP de Alta resistência inicial

7 – QUAIS OS PROCESSOS DE AGRESSÃO DO CONCRETO?
R =
   

8 – QUAIS AS TONALIDADES QUE APRESENTAM AS SUPERFÍCIES DE CONCRETO EM FUNÇÃO DA TEMPERATURA DE INCÊNDIO?
R =
Rosa = 300°C á 600°C
Amarelo para cinzento = 600°C á 900°C
Amarelo claro = 900°C á 1200°C
Amarelo = > 1200°C

9 – QUAIS OS CUIDADOS E RECOMENDAÇÕES PARA QUE SE POSSA MELHORAR A ADESIVIDADE ENTRE SUPERFÍCIES DE CONCRETO?
R =
- Realizar o mesmo com forma de madeira bruta para dar mais liga;
- Camada intermediária (chapisco);
- Argamassas de Cal e Areia aplicadas em acabamentos lisos, resultam em ligações pobres;

10 – Explique o Processo de Slump test?
R =

11 – O que é Gesso?
R = Termo genérico para aglomerantes simples, constituídos de sulfetos e anidros de cálcio. Material fino, que em contato com a água se hidrata formando um produto rijo.

12 – Quais os tipos de Gesso e a sua propriedade?
R=


PROPRIEDADES:
- Pó branco e fino;
- Densidade varia entre 0,70 á 1,0

PEGA:
Ao misturar com água, ganha resistência e endurece em um processo de semanas.
A velocidade de endurecimento é função de :
- Temperatura;
- Finura;
- Quantidade de água (quantos mais água, maior será o tempo de pega, menor a resistência e maior porosidade);
- Quantidades de impurezas e aditivos;

ADERÊNCIA:
- Ótima aderência ao tijolo, pedra, ferro.
- Não se adere muito bem a superfícies de madeira.
- Ferro + Gesso dá corrosão.

ISOLAMENTO:
- Excelente propriedades térmicas e acústicas;
- Resistência ao fogo;

APLICAÇÕES:
- Revestimento e decoração interna (moldura);
- Revestimento é feito em uma camada;
- Bom acabamento;

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Tardo Moderno

O TARDO-MODERNISMO

Há arquitetos que estão absolutamente satisfeitos com o mundo em que vivem, e que ajudam a reproduzir: são os chamados tardo-modernistas. Tais profissionais caracterizam-se por utilizarem de materiais e técnicas de última geração, em edifícios com fachadas polidas, de linguagem abstrata. O trabalho do pós-modernistas era em favor das chamadas “figuras da arquitetura”. Sua argumentação se baseava na fenomenologia e na semiótica, métodos que até então não eram considerados pela academia arquitetural. A justificativa de tal posicionamento era o de que a arquitetura Moderna carecia de uma referência satisfatória com o nosso cotidiano, e com as “coisas” de nosso mundo. Os modernistas não contra argumentavam, algumas vezes, por falta de argumentos, ouras por arrogância, por entenderem que o pós-modernismo era modismo. Por outro lado as cidades incharam e, mesmo que se queira fazer exatamente o preconizado pelos modernistas, tal condição não é mais viável. No entanto é possível manter, na atualidade, um espírito semelhante ao Moderno, produzindo arquitetura que é evolução do Modernismo, e não uma ruptura com o mesmo. A essa arquitetura chamamos de tardo-modernismo: uma arquitetura produzida a partir dos anos 1970, paralelamente às tendências pós-modernas, orientadas não para a ruptura, mas para a continuação. Diferentemente dos pós-modernistas, os tardo-modernistas não trabalharão com o conteúdo simbólico. Suas formas serão abstratas como as modernas, rebuscadas e ostentatórias, às vezes escultóricas, às vezes de uma simplicidade exagerada e enigmática.
Os arquitetos tardo-modernistas não são idealistas como os Modernos, nem críticos como os pós-modernos: são pragmáticos como a sociedade neo-liberal, onde se sentem à vontade, pensando sempre nos fins imediatos de seus trabalhos, sem considerações mais remotas. Tais como os modernistas, desconsiderarão qualquer referência histórica, mas diferentemente deles, não serão econômicos: não pouparão recursos (materiais, energéticos) para conseguir a expressividade desejada para seus edifícios.

O high-tech
É o mais expressivo movimento tardo-moderno. Sua poética consiste no uso de figuras e materiais da arquitetura e engenharia industriais, em programas comerciais e equipamentos urbanos, expondo sistemas de instalações. O High Tech põe para fora tais sistemas, à semelhança de certos animais primitivos. Esse modo de fazer um edifício subverte uma antiga metáfora utilizada na arquitetura: a do antropomorfismo.
Muitos críticos assinalam as imensas contradições do High Tech como poética arquitetônica.
Saliente-se que o que diferencia um edifício High Tech não é a “alta tecnologia”, que também é utilizada pelos outros edifícios, mas o fato de ostentar essa tecnologia, e de fazer dela seu discurso principal.

O Slick-tech
Slick -tech é termo que designa a versão mais recente do arranha-céu de vidro e metal. Constitui-se em uma evolução final da cortina de vidro, e na super monumentalização do Estilo Internacional. O edifício não mais se destaca da paisagem, isola-se dela, retirando-lhe qualquer referência de escala. Acusados de anti-contextualistas e exibicionistas, os defensores da tendência afirmam que o edifício “reflete” o entorno.
O desejo que inspirou o antigo edifício de vidro foi a transparência, a capacidade de integração do exterior com o interior. Reflexão é diferente de transparência. Refletir é justamente impedir esse relacionamento, qual uma pessoa que, por meio de óculos espelhados, deseja ver sem ser vista.

Atitudes tardo-modernistas

Produtivismo
A antiga polêmica, era o produto artesanal versus produto industrial. Hoje, temos sistemas completos de produtos para utilização no edifício. À arquitetura feita desse modo, chamamos produtivismo. Os Sistemas mais utilizados são:
· Treliças espaciais;
· Fachadas em vidro estrutural;
· Painelização de superfícies.

Esculturismo abstrato
A forma abstrata perdeu seu apelo, banalizada pelo Estilo Internacional. Uma das maneiras de trabalhar a forma do edifício é o de tratá-lo como uma escultura, com saliências, reentrâncias, prismas verticais e horizontais. É uma prática formalista, onde a forma deixa de expressar a função e trabalha com independência, buscando uma individualidade que parece perdida. Por outro lado, trata o edifício como um objeto industrial utilitário, como queriam os mestres da Bauhaus, qual um gigantesco peso de papel. Na década de 1950, Corbusier praticou o esculturismo em Ronchamp e La Tourrette. Mais recentemente o trabalho escultural endereça-se às grandes fachadas de pele de vidro e ACM.

Supergrafismo
Se noesculturismo o arquiteto trabalha como escultor do edifício, no supergrafismo, trabalha como pintor de telas gigantes. O supergrafismo é um recurso abstrato de colorir as superfícies, criando formas gigantes que não guardam relação com as funções construtivas dos elementos. Os elementos arquitetônicos perdem sua real expressão, e passam a ter o valor de uma cor.

Uma arquitetura superlativa
A arquitetura tardo-modernista é uma espécie de maneirismo modernista. Uma característica tardo modernista é o exagero de certas premissas da cartilha modernista, como por exemplo:
· O espaço tardo modernista não é apenas isotrópico, mas extremamente isotrópico, consequência da malha retangular orientadora, e do espaço universal de Mies. Nas gigantes salas de escritório aberto, nas fábricas e supermercados, o espaço tardo-moderno é extremamente regular e indiferente, repetitivo e monótono na sua redundante simplicidade.
· Os elementos componentes do edifício tardo-modernista são extremamente repetitivos. Na poética modernista, a repetição obedecia padrões estéticos. No tardo-modernismo a repetição não é limitada, prossegue como uma expressão persuasiva de controle e de indiferença ao usuário.
· Os volumes tardo-modernistas são extremamente articulados. No modernismo, o trabalho mais intenso de articulação foi no brutalismo, nos anos 1960. no tardo-modernismo, a articulação volumétrica deixou de ser motivo secundário para assumir a função de tema principal.

Conforto Ambiental - Trabalho Integrador ''Centro Cultural Olho Vivo''