segunda-feira, 20 de abril de 2015

Centro Esportivo - Correlatos/Artigo









Resenha Conforto Ambiental

A INFLUÊNCIA DA FORMA NO DESEMPENHO ACÚSTICO DOS AMBIENTES

FAURO, Daiana; ROCHA, Bibiana da, PEREIRA, Clarissa de Oliveira
Trabalho de Pesquisa _UNIFRA

Quando for realizar um projeto de sala de concerto, residência ou teatros é importante se reter a forma, visto que a cada forma existente confere características acústicas variáveis, tornando a forma fundamental tanto como vista arquitetônica como acústica.
Existem vários conceitos de som, como o eco e sua variante eco palpitante, reverberação e suas variantes: tempo ótimo de reverberação, que varia conforme o uso e o volume ambiente e reverberação conforme o percurso do som, que se avalia a partir da inteligibilidade do mesmo a ser garantido pelo ambiente. Além disso, o que faz ocorrer a existências de ecos e reverberação é a geometria interna dos recintos, as formas mais recomendadas para auditórios e teatros é a forma trapezoidal ou em leque como é chamada, mas existem outras formas como, por exemplo, as retangulares, que não são recomendadas pela possibilidade de haver eco que resultam de grandes distâncias ou superfícies paralelas muito próximas.
O estilo de sala “Shoe Box” ou “Caixa de sapato” é uma sala alta, longa e estreita tendo como principais exemplos o Shymphony Hall em Boston, Concertgelouw em Amsterdan, Grosser Musikvereinssaal em Viena, uma característica é que as três medidas altura, largura e comprimento, não devem ser múltiplos entre si nem haver fatores comuns entre elas, esse estilo apresenta um som mais claro, distinto, sobretudo na propagação de notas agudas.

O texto apresentado traz de maneira clara a importância das formas que influenciam no conforto acústico, apresenta as formas ideais para salas de concerto, teatros e auditórios para melhor propagação do som para que não haja interferências acústicas.

Civilização Maias













Civilização Grego-romana








Barroco Brasileiro

O BARROCO MINEIRO
O barroco chega à América Latina, especialmente ao Brasil, com os missionários jesuítas, que trazem o novo estilo como instrumento de doutrinação cristã. Os primeiros templos surgem como uma transplantação cultural, que se utiliza modelos arquitetônicos e de peças construtivas e decorativas trazidas diretamente de Portugal.
Com a descoberta do ouro, estende-se por todo o país o gosto pelo barroco. Durante o século XVIII, quando a Europa experimenta as concepções artísticas do Neoclassicismo, a arte colonial mineira resiste às inovações, mantendo um barroco tardio mas singular.
A distância do litoral e as dificuldades de importação de materiais e técnicas construtivas vão dar ao barroco de Minas Gerais um caráter peculiar, que possibilita a criação de uma arte diferenciada, marcada pelo regionalismo. A conformação urbana das vilas mineiras e a fé intimista, em que cada fiel se relaciona com seu santo protetor, viabilizam uma forma de expressão única, que se define como um gosto artístico e, mais do que isso, como um estilo de vida — um modo de ver, sentir e vivenciar a arte e a fé. As primeiras capelas, erguidas nos arraiais auríferos, seguiu-se a edificação de templos com magníficos altares, tetos pintados e imagens adornadas com ouro e pedras preciosas.
Surgiram além das igrejas, edifícios públicos e inúmeras moradias. As inovações artísticas pareciam acompanhar a vida econômica e financeira de uma região ilusoriamente próspera. 
Nessa sociedade onde, em função da exploração das minas, crescia o número de escravos negros, a mestiçagem ocorria frequentemente. Nos anos 70 do século XVIII era esmagadora a presença de mulatos e negros na capitania das Minas. Dados da época davam conta de que, dos cerca de 320 mil habitantes, 60 mil eram brancos. Então eram mudados muitos daqueles que participavam desta verdadeira escola que, nascida de mestres europeus, frutificou e amadureceu, encontrando sua própria expressão do "Belo".
Nesse contexto, surgem artistas que trabalham a partir das condições materiais da região, adaptando os ideais artísticos à sua vivência cotidiana. Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, e Manoel da Costa Ataíde são os expoentes máximos dessa arte adaptada ao ambiente tropical e ligada aos recursos e valores regionais. Aleijadinho introduz a pedra-sabão em seus trabalhos escultóricos para substituir o mármore, e Ataíde cria pinturas similares aos apreciadíssimos azulejos portugueses, quando trabalham juntos na Igreja de São Francisco de Assis. É nesse sentido que o barroco desenvolvido em Minas Gerais ganha expressão particular no contexto brasileiro, firmando-se como Barroco Mineiro.


ARQUITETURA CIVIL NO BRASIL (BARROCO)
Na arquitetura civil, privada ou pública, o Barroco deixou relativamente poucos edifícios de maior vulto, sendo em linhas gerais bastante modestos. Por outro lado, os conjuntos dos centros históricos de algumas cidades (Salvador, Ouro Preto, Olinda, Diamantina, São Luiz e Goiás), declarados Patrimônio da Humanidade pela Unesco, ainda permanecem em boa parte intactos, apresentando uma paisagem ininterrupta extensa e valiosíssima de arquitetura civil do barroco, com soluções urbanísticas muitas vezes originais e com farta ilustração de todas as adaptações do estilo aos diferentes estratos sociais e às suas transformações ao longo dos anos. Muitas outras cidades também preservam agrupamentos significativos de casario colonial, como Paraty, Marechal Deodoro, Cananéia e Rio Pardo.

A residência, durante o período Barroco, caracterizou-se pela grande heterogeneidade de soluções estruturais e no uso dos materiais, muitas vezes empregando técnicas aprendidas com os índios, uma diversidade que se encontra entre ricos e pobres. Entretanto, no ambiente urbano a fórmula que se tornou mais frequente, herdada da arquitetura portuguesa, foi de uma estrutura térrea, com fachada abrindo direto para a rua e pegada à das casas vizinhas, e com cômodos enfileirados, muitas vezes mal ventilados, mal iluminados e de uso múltiplo. Nessa estrutura simples, não raro ampliada em sobrados de dois ou até quatro andares, os traços distintivos do Barroco podem ser mais facilmente identificados em alguns detalhes, como os telhados curvos com beirais terminados em pontas arrebitadas, os arcos abatidos nas vergas, os caixilhos e gelosias ornamentais nas janelas, em alguma pintura decorativa e azulejaria, já que de regra a residência colonial sempre teve estrutura muito austera e foi parcamente mobiliada e decorada. No interior rural, sem as limitações de espaço encontradas do ambiente citadino, a diversidade foi muito mais pronunciada.

ARQUITETURA RELIGIOSA NO BRASIL (BARROCO)
Os primeiros edifícios sacros do Brasil foram erguidos a partir da segunda metade do século XVI, a população mais simples empregou a técnica de pau-a-pique, sendo coberto com folhas de palmeiras, mas foram obrigados a usar a taipa de pilão. Nesse período não havia preocupação nenhuma com ornamentos, pois a fachada elementar implantava um frontão triangular sobre uma base retangular. Com a chegada do frei e arquiteto Francisco Dias, em Salvador, houve uma grande mudança nos traços de bom gosto, porque ele tinha a missão de dar um refinamento estético nas igrejas da colônia. 
Apesar das melhorias os edifícios jesuítas até meados do século XVII, ainda tinham contornos de bastante simplicidade, e o luxo estava no interior das igrejas, com altares entalhados, pinturas e estatuária. O modelo da Igreja de São Francisco em Cairú foi considerado a primeira a exibir um barroco puro, sem a influência maneirista. Frei Daniel de São Francisco criou uma fachada num esquema triangular, com volutas fantasiosas no frontão e nas laterais. Com a dominação holandesa no nordeste muita das edificações católicas foi destruídas, e na segunda metade do século XVII, após a expulsão dos invasores, o esforço principal se concentrou na restauração e reforma das estruturas pré-existentes, com relativamente poucas fundações novas. 

Igreja de São Francisco em Salvador, tinha uma talha dourada, muito luxuosa.

A talha começou a desenvolver um relevo mais alto, com um caráter estatuário e arquitetônico, apresentando cariátides, anjos e guirlandas. As fachadas adquiriram mais verticalidade e movimento, com aberturas em formas inusitadas - pêra, losango, estrela, oval ou círculo - os frontões, mais curvas, relevos em cantaria e estatuária, e as plantas começaram a aparecer com formas poligonais ou elípticas.

Basílica de Nossa Senhora do Carmo em Recife.

Paisagismo - Fase II - Estudo Preliminar Jardim Unipar