segunda-feira, 29 de junho de 2015

Trabalho Urbanismo - Loteamento (Plano e Projeto de parcelamento)






CENTRO ESPORTIVO GLÓBULO VERMELHO (Projeto Final-Detalhamento)












Maquete detalhada

Museu de arte moderna no Rio de Janeiro (MAM-RJ)


- Uma das mais importantes instituições culturais do Brasil;
- Projeto Construtivo: Affonso Eduardo Reidy (arquiteto);
- Projeto Paisagístico: Roberto Burle Marx (arquiteto), têve ansia de transferir a imagem nacional usando como base suas telas pictóricas e introduzindo a flora nativa no paisagismo;

Elaboração Paisagística Roberto Burle Marx
- Concretismo e Neoconcretismo;
- Consideração pela topografia;
- Rigor geométrico;
- Surgem com o encontro de linhas horizontais e linhas verticais, com preenchimento dos espaços por cores primárias;
- Espelhos d’água;
- Associação de mobiliário urbano e espécies vegetais;
- Níveis diferenciados e com tamanhos desproporcionais;
- Assimetria;
- Relação do ser humano e o meio ambiente;

Características do Estudo Volumétrico
- Contraposição a verticalidade das montanhas;
- Estrutura vazada e transparente;
- Planta livre, com paredes sem fim estrutural;
- Planta retangular de 130,00m de extensão por 26,00m de largura;

Setorização
- Segundo Pavimento destinado a exposições; 
- Terceiro Pavimento destinado para exposições, biblioteca, setor administrativo e auditório para 200 pessoas;
- Na extremidade leste situa-se o teatro com capacidade para mil pessoas;

Planta baixas

Cortes Esquemáticos

Elevações

Implantação

Elementos Construtivos


- 14 Pórticos em concreto armado aparente; 
- Possibilitam que o vão seja completamente livre de apoios internos; 
- Pilares em V; 
- Sustento do primeiro pavimento e apoio da cobertura; 
- Tirantes e cabos de aço estruturam os mezaninos; 
- Utilização de sheds, lanternins para iluminação zenital;

Paisagismo


- Pavimentação: Granito em Lajes e Mosaicos Portuguêses; 
- Duas tonalidades de gramas, para dar continuidade aos mosaicos, e algumas superfícies com cores uniformes; 
- Palmeira Real; 
- Áreas de estar; 
- Plantas resistentes ao clima local;

Trabalho Paisagismo: Área de Convívio (Praça-Loteamento)






Roberto Burle Marx


Roberto Burle Marx (São Paulo, 4 de agosto de 1909 — Rio de Janeiro, 4 de junho de 1994) foi um artista plástico brasileiro, renomado internacionalmente ao exercer a profissão de arquiteto-paisagista. Morou grande parte de sua vida no Rio de Janeiro, onde estão localizados seus principais trabalhos, embora sua obra possa ser encontrada ao redor de todo o mundo. Seu primeiro projeto de jardim público foi a Praça de Casa Forte, localizada no Recife, cidade natal de sua mãe.
Era o quarto filho da recifense Cecília Burle, membro da tradicional família pernambucana de ascendência francesa Burle Dubeux, e de Wilhelm Marx, judeu alemão nascido em Estugarda e criado em Tréveris (cidade natal de Karl Marx, primo de seu avô). 
A mãe, exímia pianista e cantora, despertou nos filhos o amor pela música e pelas plantas. Roberto a acompanhava, desde muito pequeno, nos cuidados diários com as rosas, begônias, antúrios, gladíolos, tinhorões e muitas outras espécies que plantava no seu jardim. Com a ama Ana Piascek aprendeu a preparar os canteiros e a observar a germinação das sementes do jardim e da horta. 
O pai era um homem culto, amante da música erudita e da literatura europeia, preocupado com a educação dos filhos, aos quais ensinou alemão, embora se dedicasse aos negócios, como comerciante de couros, num curtume que mantinha em São Paulo.

Mudança para o Rio de Janeiro

Quando os negócios começaram a ir mal em São Paulo, seu pai resolveu mudar-se para o Rio de Janeiro em 1913. A família viveu um tempo em casa de familiares e, quando a nova empresa de exportação e importação de couros de Wilhelm Marx começou a ter resultados positivos, finalmente se mudaram para um casarão no Leme. Nesse casarão, Burle Marx, então com 8 anos, começou a sua própria coleção de plantas e a cultivar suas mudas.

Período na Alemanha

Aos 19 anos, Burle Marx teve um problema nos olhos e a família se mudou para Alemanha em busca de tratamento. Permaneceram na Alemanha de 1928 a 1929, onde Burle Marx entrou em contato com as vanguardas artísticas. Lá conheceu um Jardim Botânico com uma estufa mantendo vegetação brasileira, pela qual ficou fascinado. 
As diversas exposições que visitou e, dentre as mais importantes, a de Pablo Picasso, Henri Matisse, Paul Klee e Vincent van Gogh, lhe causaram grande impressão, levando-o à decisão de estudar pintura.

Formação acadêmica em Artes Plásticas (Belas Artes)

Durante a estada na Alemanha, Burle Marx estudou pintura no ateliê de Degner Klemn. De volta ao Rio de Janeiro, em 1930, Lúcio Costa, que era seu amigo e vizinho do Leme, o incentivou a ingressar na Escola Nacional de Belas Artes, atual Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Burle Marx conviveu na universidade com aqueles que se tornariam reconhecidos na arquitetura moderna brasileira: Oscar Niemeyer, Hélio Uchôa e Milton Roberto, entre outros.

Início do paisagismo no Recife

Praça do Entroncamento, uma das praças recifenses projetadas por Burle Marx.

O primeiro projeto de jardim público idealizado por Burle Marx foi a Praça de Casa Forte, no Recife, em 1934. Nesse mesmo ano assumiu o cargo de Diretor de Parques e Jardins do Departamento de Arquitetura e Urbanismo de Pernambuco, onde ainda lidava com um trabalho de inspiração levemente eclética, projetando mais de 10 praças. Nesse cargo, fez uso intenso da vegetação nativa nacional e começou a ganhar renome, sendo convidado a projetar os jardins do Edifício Gustavo Capanema (então Ministério da Educação e da Saúde). Em 1935, ao projetar a Praça Euclides da Cunha (a Praça do Internacional, conhecida também como Cactário Madalena) ornamentada com plantas da caatinga e do sertão nordestino, buscou livrar os jardins do "cunho europeu", semeando a alma brasileira e divulgando o "senso de brasilidade". Seu grupo do movimento arquitetônico modernista (junto com Luís Nunes, da Diretoria de Arquitetura e Construção, e Attílio Correa Lima, responsável pelo Plano Urbanístico da cidade), ganhou opositores como Mário Melo e simpatizantes como Gilberto Freyre, Joaquim Cardozo e Cícero Dias, com os quais sempre se reunia. Em 1937 criou o primeiro Parque Ecológico do Recife.

Ruptura e modernidade

Sua participação na definição da Arquitetura Moderna Brasileira foi fundamental, tendo atuado nas equipes responsáveis por diversos projetos célebres. O terraço-jardim que projetou para o Edifício Gustavo Capanema é considerado um marco de ruptura no paisagismo brasileiro. Definido por vegetação nativa e formas sinuosas, o jardim (com espaços contemplativos e de estar) possuía uma configuração inédita no país e no mundo. 
A partir daí, Burle Marx passou a trabalhar com uma linguagem bastante orgânica e evolutiva, identificando-a muito com vanguardas artísticas como a arte abstrata, o concretismo, o construtivismo, entre outras. As plantas baixas de seus projetos lembram em muitas vezes telas abstratas, nas quais os espaços criados privilegiam a formação de recantos e caminhos através dos elementos de vegetação nativa.


Por ser um artista plástico suas obras de paisagismo são sempre uma obra de arte misturava forma e cor, muitos autores são incisivos ao indicar Roberto Burle Marx como definidor de uma estética moderna de paisagem, incorporando o espírito da pesquisa plástica às soluções dos jardins. Colocam suas produções como descobertas de uma nova forma de arte, uma linguagem moderna, harmonizando valores geométricos e de ordem com os valores instáveis da natureza.


Conhecido por sua preocupação ambiental e pela preocupação com a preservação da flora brasileira, Roberto inovou ao usar plantas nativas do Brasil em suas criações e isso se tornou sua característica marcante. Afinal, foi ele quem valorizou as bromélias, por exemplo, e as tornou populares. Hoje, plantas naturais da Mata Atlântica se tornaram conhecidas e são cultivadas em viveiros para serem vendidas. Por esse motivo, o "estilo Burle Marx" tornou-se sinônimo do paisagismo brasileiro no mundo.
Seu primeiro projeto paisagístico foi o jardim de uma casa desenhada pelos arquitetos Lucio Costa (que projetou Brasília) e Gregory Warchavchik, em 1932. A partir de então ele não parou mais de projetar paisagens.
A partir dos jardins de Burle Marx, a arquitetura moderna encontrou um cenário apropriado e harmônico, seus jardins com linhas mais livres e orgânicas, que aparentemente se aproximam da sinuosidade da natureza, são na verdade, curvas geometrizadas, construídas, próprias da ação do homem moderno no mundo. 
Como estratégia de estruturação dos jardins modernos, Burle Marx utiliza diversas cores extrapolando o limite da aplicação de variações de tons de verde. Gera assim uma animação das superfícies coloridas onde os aspectos visuais são potencializados em função de contrastes de texturas e cores resultantes. Além disso, faz com que coexistam formas rígidas - como as estruturas de tabuleiro - com traçados fluidos de cor. Nas próprias combinações retilíneas, Burle Marx flexibiliza a geometria através da vibração dos planos com o intercalar de tons, volumes, dimensões bidimensionais e tridimensionais. 
As flores são plantadas em cores e massas uniformes. Essas moitas de cor forte, de formas livres, são como que extraídas de um pano de padrão moderno e colocadas sobre a grama.


Burle Marx inaugurava assim, uma nova relação entre a arquitetura e paisagem. Dessa maneira, afirmava uma nova síntese entre natureza e cidade, numa constante tensão entre as características da paisagem local e o pensamento abstrato moderno. 
Seus jardins têm a capacidade de complementar, potencializar, integrar ou até mesmo afrontar tanto a arquitetura quanto o ambiente nos quais estão inseridos. Essa manipulação variada, em suas obras, gera uma tensão constante entre estes elementos, fazendo com que o jardim, por si só, adquira um movimento próprio. 
Rompeu com a submissão ao modelo europeu de maneira de compor jardins; e deu uma contribuição inquestionável na definição do jardim moderno. É um artista plástico brasileiro com mais de 3000 projetos de paisagismo, em 20 países. 
Na América Latina, certamente os profissionais venezuelanos são os que mais receberam a influência burle-marxiana, foram 33 jardins venezuelanos sendo 14 residências, projetos em 5 anos, o que pode ter sido motivado pelo rescaldo dos projetos desenvolvidos por ele no país vizinho entre as décadas de 1950 e 1960. 
Nos anos 1950, momento aonde se dá um fenômeno de crescimento urbano em Caracas. Neste momento se cria o Parque del Este, mas com uma expressão nova, moderna e única, que expressa a poesia do trópico, e representa a paisagem nativa venezuelana. 
Só existem dois na escala do Parque del Este: o Parque do Flamengo (2) e o Parque del com área cerca de 100 hectares, na malha urbana de Caracas, foi divido em várias sessões, com uma coleção de plantas de clima seco, com 130 espécies onde importaram de Asia, Africa e Caribe. Como sempre fazia com seus projetos usava um Botânico de apoio a sua ideias, sempre usando uma vegetação apropriada ao clima.


Quando se fala em espelho d’água , burle max retrocedia aos jardins renascentistas italianos, onde buscava inspirações para suas composições. 
Assim, o arquiteto-paisagista Roberto Burle Marx (1994–1909) cumprirá, na evolução da arquitetura moderna brasileira, um papel de primeira grandeza, não só pelo seu reconhecido talento pessoal, que resultou numa obra inovadora, mas também pela função chave que desempenhará na legitimação dos exemplares arquitetônicos como verdadeiros espécimes brasileiros. Ao longo de sua extensa vida profissional – onde teve a oportunidade única de formar dupla com Lúcio Costa, Oscar Niemeyer, Affonso Eduardo Reidy, Rino Levi, Vilanova Artigas e outras estrelas de primeira e segunda grandeza de nossa arquitetura – Roberto Burle Marx percorreu caminhos variados, fez experiências diversas, mas sempre mantendo um valor originário – a de que o jardim é um artifício que deve reintegrar o homem à sua paisagem natural. 
O diretor do Paço Imperial e arquiteto Lauro Cavalcanti considera Burle Marx foi o maior paisagista do século 20. E explica por quê: “Antes, não havia a especificidade do jardim moderno, não havia campos de cor de desenhos que reproduzem a estética da pintura moderna”. O detalhamento dos projetos era, por si só, uma obra de arte. Além disso, Burle Marx “tirou do limbo as espécies nativas que até então eram consideradas só mato. Ninguém pensava em usá-las em jardins”.

Parque Ibirapuera



Conceito Histórico
A região alagadiça (Ibirapuera (ypi-ra-ouêra) significa "árvore apodrecida" em língua tupi "ibirá", árvore, "puera", o que já foi) que havia sido parte de uma aldeia indígena na época da colonização, era até então uma área de chácaras e pastagens.
Já na década de 1920, o então prefeito da cidade - José Pires do Rio - idealizou a transformação daquela área em um parque semelhante a existentes na Europa e Estados Unidos, como o Bois de Boulogne em Paris, o Hyde Park em Londres ou o Central Park em Nova Iorque. O obstáculo representado pelo terreno alagadiço frustrou a ideia, até que um modesto funcionário da prefeitura, Manuel Lopes de Oliveira, conhecido como Manequinho Lopes. Apaixonado por plantas, Manequinho iniciou em 1927 o plantio de centenas de eucaliptos australianos buscando drenar o solo e eliminar a umidade excessiva do local.
Finalmente, em 1951, o então governador Lucas Nogueira Garcez institui uma comissão mista - composta por representantes dos poderes públicos e da iniciativa privada - para que o Parque do Ibirapuera se tornasse o marco das comemorações do IV Centenário da cidade. 
Coube ao arquiteto Oscar Niemeyer a responsabilidade pelo projeto arquitetônico e a Roberto Burle Marx, o projeto paisagístico (embora este nunca tenha sido executado), sendo, no entanto, construído o projeto do engenheiro agrônomo Otávio Augusto Teixeira Mendes.
Três anos depois, no entanto, o aniversário da cidade, em 25 de janeiro de 1954, não pode contar com a inauguração do Parque, que só ficaria concluído sete meses depois. A inauguração em agosto, contou com 640 estandes montados por treze estados e dezenove países, merecendo a construção, pelo Japão, de uma réplica do Palácio Katsura, ainda hoje atração do Parque e conhecida como Pavilhão Japonês. 
Desde 1999, a Sabesp - empresa de saneamento paulista, instalou uma estação de flotação, garantindo a qualidade das águas dos lagos que compõem o parque.

Projeto Paisagístico

Sob gestão municipal de Pires do Rio, em 1926 surgem as primeiras idéias da possibilidade de transformar a área do Ibirapuera em um grande parque público. Nesse mesmo ano, influenciado pela questão higienista relacionado a pântanos e áreas alagadiças ocorre a efetiva ocupação e higienização da área do Ibirapuera, visto que áreas nessas condições eram consideradas focos de doenças (OLIVEIRA, 2003).Assim, Manuel Lopes de Oliveira, vulgo “Manequinho Lopes”, inicia o trabalho de drenagem da área com o uso de eucaliptos, amplamente difundido na Europa. Foram utilizados eucaliptos australianos, exemplares ainda encontrados atualmente no parque.
Os eucaliptos, além de contribuírem na drenagem da área, forneceram sombra para que outras espécies pudessem se desenvolver, ocorrendo a disseminação de inúmeras espécies nacionais e estrangeiras.
A plantação dos eucaliptos, em grande número sob alógica da eficiência botânica, ao olhar mais cuidadoso, demonstra respeitar linhas diretoras, desenhos que permitissem o aproveitamento mais racional das mudas e a melhor ocupação da área. A lógica da implantação dos eucaliptos pode ser percebida a partir de uma visão mais acurada sobre o existente. Há um número maciço de árvores, próximas e relacionadas por linhas geométricas claras. A plantação não se deu a esmo ou de modo aleatório, teve uma preocupação racionalista de resolver um problema da melhor forma possível para o momento, além de contribuir para a construção da paisagem com a marcação de grandes massas de vegetação, balizando o local, construindo os seus primeiros referencias verticais.”
“Muitas espécies foram plantadas destacando-se árvores representativas brasileiras, pela nobreza das madeiras associadas a uma composição com a flora regional. Concebeu um bosque atrás do lago a partir de plantas existentes complementadas por árvores autóctones, além plantadas, como o carvalho brasileiro, pau-brasil, guatambu, cedro-rosa, e jatobá, plantadas em substituição às retiradas em outros locais.” 
Atualmente, podem ser encontradas no parque, graças ao trabalho do viveiro de Manequinho Lopes, espécies como Pau-Brasil, Pau-Ferro, Pau-Jacaré, Sibipiruna, Tipuana e Ipê.





Resumo Vídeo: Arquitetura Brasileira Colonial do Rio de Janeiro


Os portugueses descobriram o Brasil em 1500, porém, em 1530 ocuparam Rio de Janeiro, especialmente o Morro do Castelo, que era cercado por terrenos alagadiços, apropriados para construírem a sua fortaleza, e foi onde os jesuítas instalaram a sua igreja e convento.
A escolha do Morro do Castelo foi uma escolha estratégica, pois ficava entre o morro cara de cão e o pão de açúcar trazendo uma proteção natural para aquela vila, além do formato da baia garantir segurança na ocupação contra invasões e corsários.
Ao longo dos anos foram erguidas várias fortificações no entorno do morro para garantir a defesa da ocupação portuguesa.
Em seus primeiros anos o Rio de Janeiro sofreu diversas tentativas de invasões, inclusive uma que virou colônia francesa, a França Antarctica que se expandiu onde é a atual Ilha do Governador, a invasão durou até 1567, quando os franceses foram combatidos por Mendes Sá e seu sobrinho Estácio de Sá.
Em 1565 pouco antes, para melhor ocupar e defender as terras, Estácio de Sá funda a cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro.
Após doze anos da fundação do Rio de Janeiro, Catarina de Medicis, então rainha da França manda espiões para a retomada da cidade.
A cidade fundada sobre o morro do castelo teve um grande crescimento promovendo a ocupação da várzea compreendida entre os quatros morros.
Conforme a população se expandia houve adaptações importantes, o Rio de Janeiro praticamente transferiu-se do Morro do Castelo para a praia.
Em 1763 o Rio de Janeiro se tornou a nova capital do país, se transformando no maior centro urbano do país, para isso teve que passar por diversas modificações, grandes áreas foram aterradas para construção de ruas e logradouros públicos, duas construções da segunda metade do século XVIII são símbolos da cidade até hoje: os arcos da lapa e o passo da cidade, então cede do novo governo.
Na conquista do espaço urbano, os problemas do crescimento começam a aparecer, a cidade amplia seu traçado, pelos possíveis espaços possíveis, sem planejamento, com quadras retangulares, na medida do possível e os lotes sem recuo. A cidade inicia seu traçado com influências renascentistas europeias, com ruas paralelas e perpendiculares, mas sem rigidez em sua implantação.
A condição sanitária era precária e junto com o problema do escoamento de águas pluviais, tornava-se ainda pior.
Com a vida da família real ficou claro que as condições da cidade era precária, a cidade não tinha uma infraestrutura adequada para receber a quantidade de pessoas da corte, funcionários públicos, etc., as condições sanitárias e de abastecimento deixavam muito a desejar.
O vice-rei viria num edifício que nuca chegou a ser concluído, faltava moveis e estruturas, o dinheiro circulava, mas não adequadamente, ele mal teve tempo pois as melhores residências da cidade foram registradas com o símbolo P.R. príncipe regente que significava que quem vivesse ali deveria deixar a casa para que algum nobre a ocupasse, a decisão de Dom João foi um de seus decretos mais polêmicos.
Dom João também tentou acabar com as sujeiras das ruas, com o comércio ilegal e com o roubo, foi então implantada a policia.
Com a vinda da família real portuguesa houve a abertura dos portos, a biblioteca nacional, o barco do Brasil, a academia militar, as escolas de medicina, o jardim botânico e a escola de belas artes, entre outras.
O porto foi instrumento logístico para o domínio do território pelos portugueses e para a exportação colonial.
A sucessão de ciclos de exportação com a cana-de-açúcar, do ouro das Minas Gerais e do café foi acompanhado pela evolução da função comercial da cidade.
Com o inevitável desenvolvimento comercial, surgem os primeiros projetos para o desenvolvimento do porto. Integram-se as Docas da Alfândega, aproximadamente entre 1893 e 1894, e logo depois as Docas D. Pedro II, em 1871.
O convento do carmo, á beira mar, os frades carmelitas instalaram-se  em 1590 e iniciaram a edificação de suas residências. Em 1619, os carmelitas obtiveram consentimento para a extração de pedras da ilha das enxadas, necessárias á construção do convento, inicialmente com 2 pisos depois acrescida de mais de um terceiro pavimento.
O paço imperial antiga casa dos governadores, residência dos vice-reis e palácio real e imperial. Extensa edificação, com dois pavimentos, inaugurada em 1743, sobe o risco do arquiteto Brigadeiro Alpoim, para dar residência aos governadores.
Em 1808, torna-se o paço real. Foi depois palácio imperial, onde fixou residência, Dão Pedro I, após a independência.
Residência da família Telles, conjunto de edificações, erguidas sob o risco do Brigadeiro José Fernandes Pinto Alpoim, para o Dr. Francisco Telles de Menezes: três prédios contíguos, de feição nobre, com três pavimentos e telhado com beiral na sacada.
Igreja de Nossa Senhora do Carmo
Encontra-se em ruínas a antiga ermida de N.S. Ó, próxima ao convento do carmo, foi demolida e em seu lugar, em 1752, iniciou-se o novo templo, terminando as obras em 1770.
Igreja da Ordem 3ª de N.S. do Carmo
Construção iniciada em 1775, edificada por Setubal – Templo de uma só nave e capela-mor profunda, ladeado por duas galerias.
Chafariz do Mestre Valentim
Construído em 1789, por ordem do vice-rei D. Luiz de Vasconcellos, o elegante chafariz, projeto do Mestre Valentim, é construído por uma edificação de base quadrangular, com as faces onduladas.
Varzea de Nossa Senhora do Ó, em 21de fevereiro de 1890, pouco depois do advento da Republica, receberia o nome de praça Quinze de Novembro.
Aqueduto da carioca: atualmente conhecido como Arcos da Lapa, tinha por finalidade de trazer águas das distantes nascentes do rio carioca para a cidade.
Igreja da Lapa do Desterro
Teve origem na Provisão de 02/02/1751, que autorizou a construção do seminário da Lapa pelo padre Ângelo de Siqueira.
As casas colônias tinham em sua fachada uma porta frontal e duas janelas que independente do tamanho das edificações tinham espaçamento de forma métrica. As diferenças sociais podiam ser percebidas pelos detalhes nos beirais quanto mais detalhes maior o poderio da família mais detalhes havia.
Arquitetura Religiosa
Fundada a cidade do Rio de Janeiro em 1565, seu território continuou sujeito ao Bispado da Bahia até 1575. A nova Prelazia estendia-se da capitania de Porto Seguro até o Rio da Prata.
Em função do grande números de igrejas que compõem a estrutura religiosa do Rio de Janeiro, apresenta-se a seleção de algumas com importantes aspectos da sua arquitetura.
Mosteiro de São Bento
A história do mosteiro tem inicio em 1590, quando um terreno foi doado aos monges beneditinos. Os planos do edifício foram traçados em 1617 pelo engenheiro militar português Francisco Frias de Mesquita, segundo a estética maneirista despojada (chã) vigente de Portugal na época. As obras foram de 1633 á 1671, o projeto foi alterado durante a construção de uma para três naves.
Igreja Nossa Senhora da Candelária
A fachada e o projeto geral de planta em cruz latina com cúpula sobre o transporte lembram muito certas obras do barroco português.
A primeira ermida foi construída em 1609 e depois reformada em 1710 na segunda metade do século XVIII, necessitava de ampliação, as obras começaram em 1775 e a inauguração com a igreja ainda inacabada ocorreu em 1811, em presença do príncipe regente e futuro rei de Portugal, Dom João VI.
Os altares do interior da igreja foram esculpidos pelo mestre Valentim, o grande artista do estilo Rococó do Rio de Janeiro.
Sendo esta uma das principais obras artísticas do século XIX brasileiro, pela arquitetura neoclássica e pela decoração interna exuberante, um estilo misto neoclássico e eclético.
As diversas partes da cúpula em pedra de lioz portuguesa, foram feitas em Lisboa, assim como as oitos estátuas que a enfeitam.
A decoração do interior da igreja segue um modelo neorrenascentista italiano com revestimento de mármores policromados nas paredes e colunas.
Igreja da ordem terceira do Carmo
A ordem terceira do Carmo ocupava uma capela próxima ao convento do Carmo quando decidiu construir uma igreja em 1752. O projeto e a execução são atribuídos ao português Manuel Alves Setúbal, com a planta modificada por Frei Xavier Vaz de Carvalho.
As obras duraram de 1755 a 1770, ficando as torres inacabadas. As torres atuais  de cúpulas bulbosas com azulejos só seriam construídas entre 1847 a 1850 pelo arquiteto Manuel Joaquim de Melo Corte Real, professor  de desenho da academia Imperial de Belas Artes.
A fachada possui portais, janelões e um frontão contra curvado típico do barroco. É a única por ser totalmente revestida com pedra sem o contraste entre a cantaria e o reboco branco, características da maioria das igrejas coloniais brasileiras.
A fachada de pedra assim como janelões, colunas e portais são influência da arquitetura lisboeta da época pombalina.
A igreja é de nave única com corredores e capela-mor retangulares.
Igreja Nossa Senhora do Carmo da antiga sé com três portais em estilo pombalino lisboeta na estrada, a Igreja, de capela-mor e nave única é coberta por uma abóbada de berço. Durante o reinado de D. Pedro I, recebeu nova fachada, construída de acordo com o risco do arquiteto Pedro Alexandre Cavroé.
O exterior foi alterado outras vezes, a última no inicio do século XX, quando recebeu a sua única torre. Toda obra de talha rococó é atribuída ao Mestre Inácio Ferreira Pinto.
Igreja e Convento de Santo Antônio
A pedra fundamental do convento e igreja foi posta em 04/06/1608, porém os frades só ocuparam o novo convento em 07/02/1615.
Em seu primeiro momento foi erguido com um só piso, foi tornando-se insuficiente para o número de frades residentes e, em 1748, foi substituído pelo atual, terminado em 1780.
Entre 1697 e 1701 a fachada da igreja do  convento foi ampliada, contando agora com uma gatilé com três arcos de entrada, mais tarde os arcos foram substituído por portais barrocos esculpidos em pedra de lioz.
O interior da igreja é tradicional e simples de forma retangular e com uma só nave. A capela principal e os altares laterais tem talha dourada do período entre 1716 e 1719.
O altar principal, com uma imagem de Santo Antônio, tem as típicas colunas retorcidas (salo mônicas) e arcos concêntricos de carregada decoração, as paredes e o teto da capela são decorados com imagens e painéis pintados que contam a vida de Santo Antônio.
Igreja Nossa Senhora do Carmo da Lapa do Desterro, possui frontispício de linhas sobreas, e empana triangular o revestimento completo de azulejos raros do século XIX guarnecem as duas torres da fachada, onde apenas uma e sineira. Três portas dão acesso ao interior do templo que tem nave única e quatro altares, além de três janelas que clareiam o coro, no altar-mor encontra-se a imagem de Nossa Senhora do Carmo cujo camarim foi executado por Mestre Valentim.
Igreja de Nossa Senhora da Glória do Outeiro
Surgiu a partir de uma pequena imagem colocada numa gruta situada no morro do Outeiro, em 1608, porém só em 1714, foi iniciada a construção da igreja, seu exterior tem um perfil característico, com os dois corpos octogonais precedidos por uma torre quadrangular coroada com uma cúpula de forma acebolada. O primeiro piso da torre tem espaço abobado por onde se entra na igreja através de um portal.
Foi construída obedecendo a planta original composta por dois octógonos em formato de um 8. Seus três altares são em estilo rococó. Painéis de azulejos lisboetas, com temas bíblicos, forram parte das paredes da igreja, incluindo a sacristia.
Forte Duque de Caxias
O Forte Duque de Caxias, localiza-se no bairro do Leme. Tinha como objetivo a defesa da cidade contra qualquer desembarque no trecho sul da cidade. Sua construção foi ordenada entre os anos de 1776 e 1779, pois a cidade estava na iminência de uma invasão espanhola.
De formato retangular, construído em formato de bunker, com paredes e tetos grossos e arcos na entrada. Tinha como missão avisar as outras fortificações sobre embarcações inimigas que se aproximassem.
Em 1935 passou a se chamar Forte Duque de Caxias, em homenagem a Caxias, patrono do exercito brasileiro.
Fortaleza de São João e Forte de São José
Foi erguida na ponta do morro Cara de Cão, na entrada da barra da Baia de Guanabara, ao lado do morro do Pão de Açúcar, área hoje pertencente ao exercito brasileiro.
O Forte de São José foi construído em 1578. Possui estilo abaluartado, paredes curvas possuem arcos e pedra talhada, construída por três redutos e um grande Forte, sendo o terceiro forte mais antigo do Brasil. Tinha como objetivo proteger a entrada da Baia de Guanabara.
Forte Tamandaré / Forte da Laje
Localizado na ilhota de pedra conhecida como Ilha da Laje, com aproximadamente 100 metros de comprimentos por 60 de largura, o Forte é todo revestido por uma couraça de concreto e quase todo fechado, como em bunker.
Com o desenvolvimento dos portos a produção aumentou e era necessária a criação de estruturas capazes ou instalar a unidade produtiva: o engenho.
A cultura canavieira  assumiu importância crescente na vida econômica e social no Brasil no século XVII. Os senhores do engenho em época de produção iam para o interior.
A estrutura básica para o engenho era: Casa-grande; capela senzala; roda d’agua; moenda; roça; moradia dos trabalhadores livres; canavial; roça dos escravos; transporte de canas; transporte de lenha para a fornalha.
Sendo a casa-grande a moradia do senhor e sua família.
Senzala, habitação dos escravos sem conforto, dormiam no chão duro ou na palha.
Capela, local onde se realizavam os serviços religiosos católicos.

A arquitetura rural era basicamente funcionalista, com caráter exclusivamente utilitário. Exato as capelas que recebiam elementos estilísticos.

Carregamento básico (estrutura)