quarta-feira, 22 de julho de 2015

Trabalho Conforto Ambiental - Ruídos Unipar

Alunos:
Bruna Luane Mioto
Igor Cavalcante
Marcos Vinicius
Vicente de Paulo

INTRODUÇÃO

A poluição sonora ocorre quando num determinado ambiente o som altera a condição normal de audição. Embora ela não se acumule no meio ambiente, como outros tipos de poluição, causa vários danos ao corpo e à qualidade de vida das pessoas. O ruído é o que mais colabora para a existência da poluição sonora. Ele é provocado pelo som excessivo das indústrias, canteiros de obras, meios de transporte, áreas de recreação, etc. Estes ruídos provocam efeitos negativos para o sistema auditivo das pessoas, além de provocar alterações comportamentais e orgânicas.
A OMS (Organização Mundial de Saúde) considera que um som deve ficar em até 50 dB (decibéis – unidade de medida do som) para não causar prejuízos ao ser humano. A partir de 50 dB, os efeitos negativos começam. Alguns problemas podem ocorrer a curto prazo, outros levam anos para serem notados.

PALAVRAS-CHAVE: Onda sonora, Poluição sonora, Ruídos e Acústica.

ESTRUTURA

Parte 1
1.  Planta da edificação inteira com setorização, funções das áreas críticas de ruídos
2.  Levantamento da quantidade dos níveis sonoros
3.  Método utilizado para captação de dados
4.  Resultados
5.  Conclusão
6.  Referências bibliográficas
Parte 2
1. Desenho da planta
2.  Posicionamento mobiliário
3.  Revestimentos
4.  Metragem das portas, janelas, paredes, teto e piso
5.  Metro cúbico do ambiente
6.  Planta do posicionamento dos pontos mais críticos de ruídos
7.  Função (utilização) do ambiente
8.  Posicionamento em que o usuário tenha um conforto acústico
9.  Resultados e discussões
10. Conclusão
11. Referência bibliográfica

PARTE 1

Efeitos negativos da poluição sonora na saúde dos seres humanos:
· Insônia (dificuldade de dormir)
· Estresse
· Depressão
· Perda de audição
· Agressividade
· Perda de atenção e concentração
· Perda de memória
· Dores de Cabeça
· Aumento da pressão arterial
· Cansaço
· Gastrite e úlcera
· Queda de rendimento escolar e no trabalho
· Surdez (em casos de exposição à níveis altíssimos de ruído)

ISOLAMENTO ACUSTICO:
A NBR 12179 (1992) estabelece o isolamento acústico como o processo pelo qual se procura evitar a entrada ou saída de ruídos ou sons em um determinado recinto. RECCHIA (2001) descreve que o ruído pode se propagar em uma edificação através do ar, denominado ruído aéreo; ou através da própria estrutura, denominado ruído de impacto.

De acordo com FASOLD e VERES (2003) quando uma onda de pressão sonora encontra um obstáculo, parte de sua energia volta sob forma de onda de pressões refletidas e parte produz uma vibração de moléculas do novo meio. De forma simplificada, pode-se dizer que parte da intensidade total do som incidente é absorvida e parte refletida. Parte da energia de vibração será dissipada na forma de calor, decorrente dos atritos que as moléculas enfrentam no seu movimento ondulatório; outra parte voltará ao meio original somando-se a energia refletida. O restante contido na vibração da própria parede produzirá vibração no seu lado oposto, porém o seu nível de ruído é mais baixo que o nível do som incidente.


ONDAS SONORAS:
Em geral, as ondas refletidas chegam em uma sucessão tão rápida que não são ouvidas como repetições distintas do som original. Isso deve-se ao fato do ouvido não conseguir distinguir dois sons se estiverem espaçados em um tempo de aproximadamente 0,06 s. Como resultado, uma série de reflexões é ouvida como um prolongamento do som original. Esse prolongamento, após a interrupção da fonte, denomina-se reverberação. O tempo de reverberação (TR) é definido como o tempo necessário para o nível de pressão sonora em uma sala diminuir em 60 dB após ser cessada a fonte de emissão (HARRIS, 1994).
Segundo MILLINGTON (1932), a fórmula de Sabine é a mais adequada no cálculo do tempo de reverberação. Um estudo realizado por ZANNIN et al. (2005) comparou os resultados de valores medidos com os resultados de cálculo fornecidos pela fórmula de Sabine tradicional e pela fórmula de Sabine modificada (que considera as áreas relativas à funcionalidade do ambiente). Os resultados demonstraram que os valores de tempos de reverberação fornecidos pela fórmula de Sabine modificada foram, na maioria dos casos, mais similares aos obtidos nas medições in situ.

ABSORÇÃO SONORA:
Absorção sonora é a propriedade de certos materiais transformarem parte da energia sonora que incide sobre eles em outra forma de energia, geralmente térmica (BERANEK, 1960; HARRIS, 1998). Pode-se entender o efeito da absorção por meio de uma medição acústica do nível de pressão sonora gerado por uma fonte fixa em ambiente fechado. Em vez do nível de pressão sonora crescer indefinidamente se estabiliza logo, significando que parte da energia sonora incidente é absorvida pelas diferentes superfícies da sala. Se mais material absorvente for adicionado à sala o nível de pressão sonora diminui, pois a energia das reflexões é reduzida (BRUEL e KJAER, 2003).

1.         PLANTA DA EDIFICAÇÃO INTEIRA COM SETORIZAÇÃO, FUNÇÕES DAS ÁREAS CRÍTICAS DE RUÍDOS



2.         LEVANTAMENTO DA QUANTIDADE DOS NÍVEIS SONOROS

3.         MÉTODO UTILIZADO PARA CAPTAÇÃO DE DADOS
Pela percepção e usos do local, com base nisso foi possível identificar os possíveis ruídos sendo eles, pontual, aéreo ou de impacto (devido ao maior fluxo de pessoas em determinadas áreas). Para maior precisão dos índices de ruídos utilização do aparelho decibelímetro.

4.         RESULTADOS
As áreas com maior índice de ruídos se localiza na cantina e nos corredores da instituição.

5.         CONCLUSÃO
O necessário seria um projeto para readequação dos espaços com maior incidência de ruídos, sendo este projeto baseado no uso de materiais com maior capacidade de absorção dos ruídos gerados ao ambiente em maior proporção.

6.         REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BERANEK, L. L. Noise Reduction. 1. ed. Nova York: McGraw-Hill, 1960.
BERANEK, L L; VÉR, I. L. Noise and vibration control engineering: Principles
and applications. John Wiley & Sons, Inc, 1992.

BRUEL & KJAER. Measurements in Building Acoustics. Disponível em:
<http://www.bk.dk> Acesso em: 04/06/2015.

FASOLD, W.; VERES, E. Schallschutz und raumakustik in der praxis.
Planungsbeispiele und konstruktive lösungen. Huss-medien GmbH, Verlag
Bauwesen, Berlim, 2003.

HARRIS, C. M. Handbook of acoustical measurements and noise control . 3. ed.
Acoustical Society of America, 1998.

MILLINGTON, J.G. A modified formula for reverberation. Journal of the Acoustical
Society of America, v. 4, n. 1, p. 69-82, 1932.

ZANNIN, P. H. T.; FERREIRA, A. M.; ZWIRTES, D. P.; NUNES, E. L.S.; STUMM, S.
B.; TÖWS, M. Comparação entre tempos de reverberação calculados e medidos.
Ambiente Construído, Porto Alegre, v. 5, n. 2, p. 75-85, 2005.

PARTE 2

1.         DESENHO DA PLANTA

2.         POSICIONAMENTO MOBILIÁRIO

3.         REVESTIMENTOS
Parede – tinta acrílica na cor branca.
Piso – Cerâmico na cor cinza (0,40 x 0,40).
Teto - pintura acrílica na cor branca.
Janela - ferro fundido e vidro canelado.
Guichês - vidro temperado e granito (base).
Portas - madeira envernizada (não maciça).
Divisórias em PVC.

TABELA COM MATERIAIS:

4.         METRAGEM DAS PORTAS, JANELAS, PAREDES, TETO E PISO

5.         METRO CÚBICO DO AMBIENTE
(13,90 X 8,00 X 3,50) = 390,6 m3

6.         PLANTA DO POSICIONAMENTO DOS PONTOS MAIS CRÍTICOS DE RUÍDOS

7.         FUNÇÃO (UTILIZAÇÃO) DO AMBIENTE
Secretaria Acadêmica (assuntos acadêmicos, arquivos, provas, matrícula, renovação de matrícula, vista de prova, inscrição de cursos, substitutivas).

8.         POSICIONAMENTO EM QUE O USUÁRIO TENHA UM CONFORTO ACÚSTICO

9.         RESULTADOS E DISCUSSÕES




10.         CONCLUSÃO
O indivíduo deve estar a uma distância onde não terá a incidência sonora causando desconforto.
O conforto acústico não é o único, nem o mais importante fator indispensável na formação acadêmica. Todavia, assim como os demais fatores relacionados à educação, é um dos pilares que sustenta esse processo e, portanto, não deve ser negligenciado. Uma vez que o mesmo fator deve ser considerado satisfatório em todos os âmbitos de trabalho, como no caso da área de estudo (secretaria acadêmica), a mesma não possui problemas graves de ruídos, sendo os mesmos consideráveis, mais em relação a tabela de referencia o local precisa estar enquadrado em valores aceitáveis . Os recursos investidos em melhorias, a fim de promover conforto acústico, ainda são vistos apenas como despesas e não como um investimento em educação.

11.         REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
ZANNIN, P. H. T.; FERREIRA, A. M.; ZWIRTES, D. P.; NUNES, E. L.S.; STUMM, S.
B.; TÖWS, M. Comparação entre tempos de reverberação calculados e medidos.
Ambiente Construído, Porto Alegre, v. 5, n. 2, p. 75-85, 2005.