quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Rio Seul - Cheonggyecheon

História


A presença do Cheonggyecheon no que hoje é Seul data do final do século 14, naquela época, o Cheonggyecheon era relativamente pequeno, um córrego intermitente que corria de leste a oeste bruscamente pelo centro da capital como um tributário do muito maior rio Han, a sul. 

Com a ocupação colonial japonesa (1910/1945), houve uma orientação pela segurança e saúde públicas. Foi nessa época que o córrego recebeu seu atual nome, Cheonggyecheon, que significa "água limpa" em japonês. 

E então, como resultado do nascimento da República em 1948 e da guerra civil, o Cheonggyecheon foi coberto. Desta vez, a única causa foi o transporte. Estendendo-se por 6 km pelo centro da cidade, os trabalhos começaram em 1958 - e significavam, essencialmente, sepultar o rio. já no século 20 na década de 1940 o riacho começou a ficar entupido de tanto lixo e efluentes de esgoto, era local de comércio onde mercadorias baratas de segunda mão eram encontradas, um local muito sujo o cheiro constante de esgoto estava no ar, não era o lugar para se frequentar por isto na década de 1960 ele foi totalmente tapado por concreto, o nível de poluição do ar e poluição sonora aumentou, no ano de 1968 uma via expressa dupla aérea foi construída, para resolver os problemas de tráfego, a pressão econômica com o rápido crescimento da Coreia se fez presente, finalmente em 2003 o projeto de restauração do riacho se iniciou.

Tráfego


Variando de uma largura de 50 m a 90 m, a grande via pública também recebeu um mercado ao ar livre e se alinhou a empresas e comércios. Entre 1967 e 1976, então, a Via Expressa Elevada Cheonggyecheon foi construída. Simbolicamente, essa e outras vias expressas vieram para representar a modernidade e um grande salto à era do automóvel, inaugurada pelo golpe do general Park Chung-Hee em 1961. E agora a congestionada via expressa passou a ser alvo de ações para aumentar sua segurança, e de reparos constantes. No período de pico de utilização, as vias chegavam a receber cerca de 120 mil veículos diariamente.

Restauração


De 2000 a 2001, ficou claro que a via expressa era insustentável. A ideia de demolir toda a via e restaurar o Cheonggyecheon como um córrego aberto, uma via de recreação e uma grande oportunidade de melhorias do meio ambiente, além de uma área de conservação histórica e uma engrenagem para a revitalização econômica.

As obras começaram em 2002. O projeto terminou em 2005, após 27 meses de construção, com um custo de 380 milhões de dólares, o projeto foi concebido pelo governo metropolitano de Seul, sob direção do vice-prefeito Yun-Jae Yang, um urbanista e paisagista. Ele e seu time na prefeitura, ao lado de dois consórcios de engenharia selecionados por concurso, foram os responsáveis pelas linhas gerais do projeto. Ao longo do processo, engenheiros, consultores, arquitetos e paisagistas também se engajaram, incluindo o prefeito, que fazia reuniões semanais com os profissionais mais próximos da obra.

- Foram demolidas tanto as vias elevadas quanto os leitos carroçáveis que encobriam o rio. Abriu-se 20% a mais do espaço em largura para o córrego;

- Foram construídas 22 pontes, incluindo a reconstrução da antiga ponte cerimonial, além de outros numerosos investimentos paisagísticos. Isso incluiu instalações de artes públicas, caminhos ao lado do rio para pedestres e corredores, variando as formas de cruzar o córrego e os tipos de espécies plantadas ao longo das margens;

- Foi construído um centro comunitário, e os direitos de passagem entre pedestres e veículos foram totalmente reconfigurados - tal ação, não sem surpresa, foi de importância fundamental para os numerosos e pequenos negócios adjacentes ao Cheonggyecheon;

- O governo metropolitano rapidamente proveu mais transporte público, metrô e um ônibus especial no centro, além de faixas reversíveis nas ruas já existentes e outras opções de vias. A maioria das pessoas que visita o novo espaço chega de metrô - as linhas e as estações estão sempre a menos de 1 km de distância uma da outra. É um típico caso em que um ditado entre os urbanistas se encaixa: o tráfego tende a preencher as faixas que lhes são dadas, nada mais nem menos;


Com as melhorias ambientais, a temperatura em Seul diminuiu 3,6°C, além de haver melhorias econômicas para a cidade. O rio sul-coreano era responsável pela drenagem das águas da metrópole com mais de 10 milhões de habitantes quando seu leito se tornou poluído. Hoje, as águas que correm por lá são bombeadas do Rio Han, outro que passou pelo processo de despoluição.

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